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Como está seu feeling?

Eu participei do TDC deste ano em São Paulo e enquanto esperava para fazer a minha palestra, estava prestando atenção nas outras que eram muito interessantes. Uma delas me chamou a atenção pelo tema abordado que era muito parecido com a minha própria carreira, o tema era: “Como eu escolhi mudar de carreira e trabalhar com teste”, do João Dutra. Foi interessante pela quantidade de pessoas que se identificaram com o tema, muitas fizeram essa mesma escolha, pelos mais diversos motivos.

Quando o João abriu para perguntas, uma delas me chamou a atenção e é o tema deste post. A pergunta foi: “Onde eu encontro pessoas como vocês? Eu tenho vagas na minha empresa e tenho dificuldade em encontrar pessoas como vocês. Como você se tornou um analista de teste?”. E a resposta foi praticamente: não sei como te responder isso.

Essa pergunta vem me martelando até hoje. Que raios temos de diferente? Porque conseguimos enxergar mais coisas que outras pessoas não conseguem?

A minha resposta hoje para aquela pergunta seria: Feeling!

Nós somos feitos de crenças. As crenças são formadas por diversas experiências que acumulamos durante a vida. Experiências no trabalho, experiências de nossos avós, nossos pais, tudo isso forma a nossa bagagem de vida.

Como analistas de teste, essa bagagem é construída a cada novo ramo de negócio que conhecemos. Quanto mais amadurecermos sobre um negócio, maior será o nosso feeling para extrair melhores casos de testes destes sistemas.

O feeling vem da observação quadro a quadro de um filme. Cada segundo de um filme é feito de 24 frames por segundo. Ninguém identifica que para aquela cena ficar pronta precisa de 24 fps e nem que existam 24 ali. Praticamente é isso que um analista de teste faz, olhar pra onde ninguém olha. O “Detalhoscópio” é natural, por isso somos chamados de chatos, detalhistas, mas que para essa profissão é fundamental.

Mapear os cenários de teste, escolher os melhores casos de teste, identificar se o teste faz sentido, em que ordem faz mais sentido ainda, se o tipo de teste é o melhor para aquele cenário, se o requisito é testável ou não, são inúmeras perguntas que fazemos antes de só executar o teste.

É uma área incrível, muito rica e aprendemos todos os dias, e nem estou falando de ferramental, estou falando só de aprendizado humano mesmo. Aprendemos sobre comportamento humano, aprendemos sobre psicologia, aprendemos sobre a paciência e o tempo.

E com isso, meus amigos, todo esse conjunto de feelings mais algum aprendizado humano, prazer! Eu sou uma analista de teste.

E aí? Como está seu feeling hoje?

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